Na ensolarada e agradável manhã de outono de sábado passado (25-04) uma movimentação diferente chamava a atenção dos frequentadores da Praça Floriano Peixoto, o Jardim Velho. Em uma bancada montada no local, a confeiteira Ivanilde Evangelista Machado, exibia uma grande variedade de seus produtos, verdadeiras iguarias que recebiam elogios daqueles que se deixavam seduzir pela novidade.
Mas, apesar de fazer sucesso com doces, a rotina diária de Ivanilde (que é associada da ACIMM) inclui um tipo de especialização pouco comum na oferta de produtos alimentícios da cidade: a culinária libanesa. Determinada em popularizar sua atividade principal, ela criou a empresa Cedro – Doces e Comidas Libanesas.
Em seu cardápio constam nada menos do que 23 variações de pratos salgados e outras 16 para sobremesas. Itens pouco ou mais conhecidos do público em geral como por exemplo charuto com folhas de uva e repolho; diversas variedades de kibes, cafta, tabule e calafel, além de uma enorme variedade de doces à base de nozes, tâmaras e damasco, permite uma diversidade extraordinária de combinações a gosto do freguês.
Ivanilde explica que seu talento para lidar com a textura e a complexidade que exigem os muitos pratos e ingredientes da culinária árabe aprendeu com o ex-marido Willian Maroum, um libanês radicado no Brasil. “Foram anos de convivência com ele e com seus familiares que me possibilitaram aprender tudo sobre a culinária árabe e que me permite hoje em dia ganhar a vida com esse tipo de atividade”, revelou.
Popularização
A quituteira conta ainda que sua presença em praças e outros locais públicos é uma estratégia para popularizar sua marca e seus produtos. Revela que tem procurado uma oportunidade para expor produtos seus na Feira Noturna das quartas-feiras. Segundo ela, até o presente momento as tratativas não deram resultado, mas, esperançosa, acredita que será questão de tempo conseguir autorização das autoridades municipais. “Tenho um produto quase que exclusivo. Isso faz diferença”, colocou.








