Revestido da maior importância e atualidade, foi realizado na noite da quinta-feira, 22, o simpósio “Invisível não é inofensivo”, alusivo à passagem do agosto Lilás, mês de enfrentamento e conscientização da questão da violência contra a mulher.
O evento, promovido pelo departamento de Psicologia das Faculdades Santa Lúcia, Secretaria Municipal de Promoção Social, do Centro de Atendimento e Referência de Atendimento à Mulher (CRAM) e Secretaria de Segurança Púbica da prefeitura de Mogi Mirim (com apoio da ACIMM) atraiu dezenas de pessoas entre autoridades públicas, docentes, especialistas e ativistas da causa.
A programação teve como seu ponto culminante a apresentação de duas palestras que tiveram como protagonistas a professora-doutora Juliana dos Santos Corbett e o professor-doutor Virgílio Paulo da Silva Alves. Destaque ainda para as participações da Secretária de Assistência Social Cristina Puls, a agente GCM Elaine Navarro, ex-coordenadora do programa Maria da Penha e atual diretora da Guarda Civil Municipal, e a professora-doutora Maria Eduarda Silva Leme, coordenadora do curso de Psicologia da Santa Lúcia.
Segundo Maria Eduarda, o encontro foi agendado com a pretensão de não deixar passar despercebida a discussão em torno das diferentes práticas de violência contra a mulher, que segundo ela, não se resumem somente aos casos de violência física, resultando também em agressões psicológicas na maioria dos casos “invisíveis e que deixam marcas profundas” fragilizando a vida das vítimas quando não enfrentada com as ferramentas corretas, conforme descreveu a especialista.
“Quando propomos que o invisível não é inofensivo, miramos combater o processo de normalização de agressões psicológicas, que costumam passar despercebidas”, pontuou. Maria Eduarda lembrou ainda que o evento celebrou a passagem do mês da Psicologia (27 de agosto).
Palestras
Os dois palestrantes convidados abordaram o tema com diferentes enfoques. Juliana Corbett – dos quadros da Santa Lúcia – discorreu sobre a prática da violência psicológica em suas diferentes manifestações e consequências. Virgílio, radicado em Campinas, é especializado em Piscologia e Sociedade. Sua abordagem focalizou um tema mais espinhoso, formas de reinserção dos homens agressores ao convívio social.







