O sábado, 25 de outubro, foi bastante especial para o casal Leandro Ferreira, de 35 anos e Thaís Ferreira, que estavam se casando. Os dois reservaram um tempinho no final da manhã para vir, acompanhados de uma profissional da área de fotografia contratada para documentar as bodas, fazer uma sessão de fotos na sede da ACIMM. “Achei perfeito, maravilhoso”, opinou a moça a respeito da escolha, diante do olhar de aprovação do marido
O procedimento foi todo ele oficializado a partir de contatos com o setor administrativo da ACIMM, para que fosse autorizada a entrada do casal e da fotógrafa. Somente neste ano, houve pelo menos cinco pedidos neste sentido, todos deferidos pela direção.
Nelson Theodoro Junior, presidente da ACIMM conta que esse assunto foi objeto de deliberação da atual diretoria, acrescentando que a inciativa foi acolhida com muita simpatia. Nelson observou que a medida resgatar uma vocação original do prédio da ACIMM, que reforça a sensação de “pertencimento” da comunidade em geral. “Ficamos felizes com esse tipo de acolhimento. Denota a força e a tradição da nossa Associação Comercial no contexto social da cidade”, opinou. Ele recomenda aos fotógrafos que atuam nesse nicho a procurar o administrativo da ACIMM
Pensamento parecido com aquele manifestado pelo ex-presidente por dois mandatos (1984-1985 e 1992-2006) José Antônio Scomparim, que por sinal dá seu nome ao prédio. “Houve um período que era muito comum noivos serem fotografados na área externa, movimento que foi perdendo força na medida em que houve mudanças no horário de funcionamento da entidade. “Eu vejo como sendo extremamente positiva a volta desse tipo de visitação”, considerou.
Vocação
O fotógrafo e perito criminal Emerson Araújo, que recentemente foi instrutor de um curso de fotografia realizado pela ACIMM, também lamenta que questões relacionadas à segurança e logística tenham sido preponderantes para que o hábito de fotografar noivos nos jardins da entidade fosse interrompido. Ele avalia que a área externa da entidade é um “verdadeiro cartão postal” com vocação para acolher as pessoas.
Foi dele a ideia de realizar, durante o já mencionado curso de fotografia, uma “saída fotográfica” para os participantes, tendo como objeto a área externa. Ele ficou feliz e particularmente impressionado com o resultado do passeio, traduzido em belíssimas imagens feitas pelos participantes.
A fotógrafa Letícia Mantovani conta que colocou a opção no rol de suas prioridades depois que viu imagens da área externa nas redes sociais. “Eu vi o jardim na internet, achei o espaço muito bonito. Uma noiva disse que havia feito fotos no local quando se casou”, relatou.
Letícia disse que além da praticidade pesa também o fator financeiro. “Em Mogi Guaçu é Mogi Mirim muitas vezes é difícil encontrar locais na natureza para fazer fotos. E nos lugares mais requisitados é comum serem cobrados valores bem salgados para usar para fotografa”, segredou.








