O auditório da Associação Comercial (ACIMM) foi palco na tarde de quinta-feira, 29 de outubro, de um encontro convocado para debater os efeitos deletérios causados ao setor varejista – particularmente aos supermercadistas – pela aprovação pelo Congresso Nacional no último dia 15 de outubro do fim da escala de trabalho 6x 1 e a introdução da a escala 5 x 2.
Além do imediato efeito do aumento estimado em 8,5% do “custo operacional”, por ser um segmento que emprega muita mão de obra, os empresários do setor se sentem pressionados diante das enormes dificuldades para a criação de “grupos de folguistas”, medida necessária para fazer frente aos vários descansos resultantes da nova legislação.
Quem conduziu o encontro foi o presidente da ACIMM, Nelson Theodoro Junior. Ele convidou para se posicionarem em cima do palco o empresário José Estevão Bassolli (Stok Supermercados); Francisco de Assis Francioso (presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Itapira – Sicomvit); Adriano Lima, da rede Ponto Novo e representante regional da Associação Paulista dos Supermercados (APAS) e José Antônio Scomparim, presidente do Sincomercio de Mogi Mirim.
Na medida que os temas do encontro eram apresentados, os participantes foram instados a dar sua opinião. A proposta que mais atraiu interesse da maioria dos participantes foi o fechamento aos domingos. Na medida em que o assunto ia sendo amadurecido, eram levantados os prós e os contras, com manifestações vindas de representantes dos estabelecimentos menores, de médio e grande porte e até de grandes redes.
Encontro atraiu grande número de empresários e todos puderam se manifestar
Ao final, Nelson Theodoro defendeu que as deliberações tomadas tenham encaminhamento, inclusive, com alinhamento junto aos poderes decisórios. Houve durante a reunião, um entendimento consensual de que medidas como o fechamento aos domingos necessita de respaldo legal. “O mais importante deste encontro, sem dúvidas, foi tirar as pessoas do imobilismo. A Lei foi aprovada, a eleição acabou e as pessoas precisam atuar de forma coordenada na defesa de seus interesses. É preciso que suas demandas sejam compreendidas pela sociedade”, pontuou.







