Fotos cedidas pelos participantes do concurso de fotografias da ACIMM
Motivo de orgulho para todo seu quadro associativo, a sede da Associação Comercial e Industrial (ACIMM) no Vale do Lavapés vem recebendo desde janeiro, quando a atual diretoria assumiu a gestão da entidade, um tratamento mais do que especial em sua manutenção e ações de revitalização que atingem também a imensa área verde, um verdadeiro bosque encravado num dos cartões postais da cidade.
Um dos efeitos mais notáveis da aplicação de todos esses cuidados se reflete na diversidade da fauna que diariamente frequenta o local, com destaque para diversas espécies de pássaros, borboletas e surpreendentes presenças como um simpático gambá que é visto rotineiramente passeando pelas dependências.
Nesta semana mais uma surpresa agradável. O surgimento de filhotes de tartaruga da espécie “Tigre D’Água” (Trachemys dorbigni). O encarregado de manutenção da ACIMM, Júlio Cesar Jesuíno, explica que a “tartaruga mãe” enterra seus ovos em local seguro, ação instintiva de preservação da espécie. “Nessa época do ano, quando se acentua a estiagem, o terreno fica mais duro, dificultando a eclosão dos ovos. Por isso, é um fato a ser celebrado o surgimento de filhotinhos”, considerou.
Um dos filhotes foi “adotado” pela equipe do setor administrativo. “Colocamos o nome de Jurema”, segredou Lusinês Ubaldine. Lusinês disse ainda que a tarefa mais difícil será fazer com que ela cresça longe dos predadores e até mesmo da mãe, que não costuma ser tolerante com “a concorrência”.
O aposentado, Marcelo Tomás, de 50 anos, que trabalhou como jardineiro na Associação Comercial no período do início da primeira década do século até 2015, conta que foi ele quem recolheu trouxe a tartaruga mãe para a sede da ACIMM. “A vizinha da minha mãe tinha um exemplar desde bebê. Ela cresceu muito e não cabia mais no aquário onde havia sido colocada. Aí tivemos que achar um novo lugar , e acabei trazendo-a para a sede da ACIMM”, recordou.
Ainda segundo Marcelo, havia já três outros quelônios que frequentavam o ambiente externo do prédio da ACIMM. Isso, talvez, explique o fato de eventualmente, aparecerem filhotes no local, sinalizando que existem o macho e fêmea.








