Lideranças do comércio local, encabeçadas pela Associação Comercial (ACIMM) e SincomercioMogi, mantiveram ao longo desta semana contato com integrantes da Mesa Diretora da Câmara Municipal da nossa cidade para encontrar uma saída em relação ao polêmico projeto de Lei nº 84/2026, do vereador Marcos Segatti, que estabelece um novo feriado municipal, o Dia do Evangélico, a ser observado todo dia 10 de agosto.
Conforme esclareceu Nelson Theodoro Junior, presidente da ACIMM, dado o fato de que o projeto já tramitou por todas as comissões a ele relacionadas, é iminente que seja colocado em votação, daí a intensificação das conversas.
Nelson revelou que manteve conversa com o presidente da Câmara Municipal, Cristiano Gaiotto, reforçando o posicionamento do setor produtivo local a respeito dos efeitos perversos que a aprovação do projeto causaria a empresas dos diversos segmentos, especialmente dentro do contexto econômico.
Proposta é encarada como extremamente prejudicial à atividade comercial
Até a manhã desta quinta-feira, 17, o projeto ainda não havia sido incluído na pauta de assuntos que serão debatidos na sessão de Câmara da próxima segunda-feira, dia 21. Nelson Theodoro avalia que o motivo pode ser o desconforto que o assunto causa a uma parcela expressiva dos vereadores, “um passo mais cauteloso da mesa diretora” no seu entendimento, após as conversas mantidas.
Em sua nova ofensiva, o presidente da ACIMM fez chegar ao presidente do Legislativo novos argumentos que comprovam a inadequação de um novo feriado, com base na data pretendida pelo autor do projeto (10 de agosto), período onde ocorre o auge do movimento de venda para o Dia dos Pais, data tradicional e de fundamental importância para muitos lojistas.
Em sua abordagem, o dirigente argumenta que além do aumento dos custos trabalhistas, a medida implica ainda em estimular consumidores locais a visitarem o comércio regional em detrimento ao consumo em estabelecimentos de Mogi Mirim.
Alternativa
As sucessivas manifestações da ACIMM, do SincomercioMogi (com respaldo da poderosa Federação do Comércio – a Fecomércio), esclarecendo que existe entendimento comum de que a comunidade evangélica merece ter um dia em sua homenagem, mas sem que isso implique em um dia a menos de trabalho no calendário anual, tem atraído, segundo Nelson Theodoro, a simpatia de diversos vereadores
O atua presidente Lula da Silva, sancionou em 2020, durante o segundo de seus três mandatos como Chefe do Executivo brasileiro a Lei nº 12.328/2010, estabelecendo uma data comemorativa nacional em homenagem à comunidade evangélica, sem transformar, no entanto, o dia 30 de novembro em feriado nacional. Esse entendimento pode ser, segundo Nelsinho, nortear a decisão da Câmara Municipal. “Continuamos mantendo conversas com nossos legisladores municipais para que esse assunto seja solucionado a bom termo para todas as partes e essa pode ser uma solução muito interessante”, ponderou o presidente da ACIMM.








