O Grupo de Trabalho Interinstitucional de Mogi Mirim (GTI) deu a largada na manhã da última quinta-feira, 12 de fevereiro, a um ambicioso programa de capacitação direcionado a parte do efetivo do 26º Batalhão de Polícia Militar sediado em Mogi Guaçu, que consiste no aprofundamento das estratégias voltadas para abordagens relacionadas à violência doméstica.
Participaram 34 lideranças dos efetivos da PM lotadas nas oito cidades subordinada ao 26º Batalhão: Estiva Gerbi, Itapira, Holambra, Jaguariúna, Mogi Mirim, Pedreira e Santo Antonio de Posse, além de Mogi Guaçu. Todos estarão recebendo até o mês de abril, informações e mentoria especializada por meio de profissionais ligados à Escola Superior do Ministério Público (ESPM), como parte do programa Violência Contra a Mulher – Atuação em Rede.
Participaram do lançamento do programa, realizado no auditório da Associação Comercial e Industrial (ACIMM) diversas autoridades como a Juíza da 4ª Vara, Dr. Adriana Barrea, o Promotor de Justiça (1ª Promotoria) Dr. Rafael Magalhães Abrantes Pinheiro; o Major PM Eduardo Jorge Marques, sub-comandante do 26º BPM, a Capitã PM Fernanda Magrini (comandante da 2ªCia de Mogi Mirim) e o presidente da ACIMM, Nelson Theodoro Junior, que deu boas vindas a todos os participantes do encontro.
Major Marques, representou ao colega Major PM Antônio Marcos Sanches de Toledo (comandante do 26º BPM), o qual, tem oferecido todo apoio necessário ao andamento dos trabalhos. Em sua participação, na cerimônia de abertura, o sub – comandante reforçou a percepção do comando do 26º Batalhão quanto à importância da inclusão de seus agentes no processo de capacitação apresentado pelo GTI. Palavras reforçadas pela participação da Capitã Fernanda, ela própria atuante colaboradora do GTI de Mogi Mirim.
O Promotor Dr.Rafael aprofundou a noção da importância do envolvimento da PM neste processo de capacitação, abrindo espaço para a fala da colega Dra. Adriana, que de forma prática e objetiva explicou para a plateia a importância de expandir o trabalho de combate à violência doméstica em todas suas particularidades, a começar pelo atendimento da ocorrência, via de regra, realizado por agentes da Polícia Militar, “que atuam na linha de frente do cumprimento das medidas judiciais”.
Adriana reforçou a importância de se respeitar o procedimento operacional padrão que cabe ao comando da Polícia Militar, observando, no entanto, quando se trata de aprofundar o conhecimento da legislação e a integração da rede de atendimento e apoio às vítimas, as ações do GTI Mogi Mirim podem contribuir no aprimoramento da tomada de decisões dos policiais ao lidar com a complexidade das ocorrências específicas envolvendo a violência doméstica
Ao defender a importância da ampliação do trabalho do GTI para outros municípios, a magistrada mencionou as dificuldades embutidas nesse processo. “Nosso dilema tem sido identificar caminhos que possam conduzir à expansão do atendimento”, pontuou.
Ao concluir sua participação, Dra. Adriana chamou a atenção para a qualidade do curso intitulado ‘Violência contra a mulher e a atuação em rede’, com 25 horas de duração e disponibilizado Escola Superior do MPSP, em conjunto com o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça Criminais, com o objetivo de capacitar, educar e treinar toda a rede de atendimento responsável pela aplicação da lei.
O promotor, Dr. Rafael Pinheiro, que fez gestões junto ao alto comando do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) para que o curso fosse levado aos agentes da PM da nossa região, expressou sua satisfação com o andamento dos trabalhos, projetando um importante avanço no cumprimento de medidas aplicadas na proteção das vítimas da violência doméstica.








