Na medida em que 2026 se aproxima, lideranças do comércio fazem o balanço das vendas de final de ano e a conclusão é de que houve um aumento, ainda que tímido, das vendas em relação ao final de 2024.
A Confederação Nacional do Comércio (CNC) fala em 2,1% de aumento e movimentação de R$ 72 bilhões em vendas em todo o país. Segundo o jornal Valor Econômico, citando como fonte a operadora de cartões Cielo, houve alta de 2,6% nas vendas reais no varejo nacional, com foco em essenciais e online, enxergando um comportamento mais cauteloso do consumidor que “buscou mais descontos e itens com parcelamento, sendo um Natal de consumo mais consciente”, segundo o jornal.
Esse quadro não passou despercebido do presidente do Sincomercio de Mogi Mirim, José Antônio Scomparim. “Podemos afirmar que nesse ano o consumidor, de uma forma geral optou pela lembrancinha, deixando em segundo plano a opção do presente de Natal”, comparou.
Segundo Scomparim, o comportamento das vendas reflete as incertezas econômicas do momento atual. “O orçamento, principalmente da classe média, está bastante espremido. Diante deste cenário, com juros na estratosfera, aperto monetário e o aumento dos custos na esfera governamental (municípios, estados e União), natural que o consumidor adote uma postura mais cautelosa”, ponderou.
Scomparim: Natal das “lembrancinhas”
O presidente da Associação Comercial (ACIMM), Nelson Theodoro Junior, calcula que o aumento das vendas na cidade nesse ano em relação a 2024 tenha alcançado os 5%. “Evidentemente que não é o ideal, mas reflete de maneira precisa o cenário de aperto monetário que afeta a iniciativa privada e por consequência a população como um todo”, analisou.
Nelson observa ainda que o consumidor, de certa forma, deixou para a última hora a escolha dos presentes de Natal. “Nos dois últimos dias de comércio funcionando durante a noite, foi registrada uma grande movimentação nas lojas”, observou.
Repercussão
Alessandro Moreira, da gerência do Lojão Paulista, conta que a movimentação de Natal dentro da loja esteve dentro do patamar esperado, mas que o “tíquete médio” das vendas caiu neste ano, em comparação com 2024. “Percebemos uma maior cautela do consumidor neste ano”, afirmou. Simone Gonçalves, da loja Mandalua, calcula que as vendas de Natal deste ano ficaram no mesmo patamar do ano passado e também atribuiu a fatores econômicos a falta de melhores resultados.
As grandes redes de varejo com representação na cidade expressaram pensamento parecido em relação ao movimento de consumidores dentro das lojas. “Batemos nossa meta fixada para o mês de dezembro ainda no sábado (dia 27). Tivemos um dezembro abençoado”, festejou Junior Cesar Cabral, o gerente da unidade local das lojas Cem.








